O caminho sem volta do derretimento acelerado das geleiras é o destaque desta semana do The New York Times International Weekly. Cientistas relataram, no início de maio, que talvez isso seja inevitável, pois uma nova pesquisa concluiu que algumas geleiras gigantes ultrapassaram o ponto de retorno, possivelmente causando uma reação em cadeia que poderá levar ao fim do manto de gelo. Ao analisar todas as medições no ano passado, os cientistas concluíram que, em média, as geleiras de todas as regiões estão lançando 260 bilhões de toneladas métricas de água no oceano a cada ano. O derretimento das geleiras de montanha por si só eleva o nível do mar em cerca de 0,7 mm por ano.

A fome no Sudão do Sul também foi destaque do suplemento. A guerra civil explodiu em dezembro e a estação do plantio foi conturbada, criando grandes receios quanto à próxima safra. Os pescadores não estão podendo pescar nos rios. Cabeças de gado foram perdidas. Um surto de cólera surgiu na capital, Juba, e ameaça outras partes do país. Em Wau Shiluk, no Estado do Alto Nilo, a desnutrição está em alta, ao lado de outras doenças causadas pela falta de alimentos e água potável. Funcionários humanitários e residentes em fuga dizem que alguns deslocados passavam tanta fome que estavam comendo folhas e capim.

Na Califórnia, o agronegócio defende nova lei de imigração. Cerca de 2,5 milhões de imigrantes ilegais estão abrigados no Estado, e os agricultores contam com eles para o trabalho nas zonas rurais. Talvez nenhum outro lugar capte as contradições e complexidades da política de imigração melhor que o Vale Central da Califórnia, onde quase todos os trabalhadores são imigrantes e metade deles vive ali ilegalmente. Mesmo em meio a uma seca recorde que ameaça devastar colheitas, os empresários rurais falam sobre a imigração como uma de suas principais preocupações. Alguns defendem que o país deveria considerar maneiras de importar trabalhadores, não mantê-los fora do país.