Senador diz que posição anti-Taques foi definida no começo do mandato do tucano, devido à sua “postura de isolamento”

Pré-candidato ao governo, o senador Wellington Fagundes (PR) diz que o governador Pedro Taques (PSDB) vê seu projeto de reeleição minguar a cada dia, cita o DEM e que ainda tem esperança de conseguir o vice Carlos Fávaro e o restante do PSD numa candidatura de oposição. As declarações foram dadas ao jornalista Paulo Coelho, da Rádio Capital FM.

“Você vê pessoas que estiveram com ele na campanha, ajudando nos palanques, vindo à imprensa e fazendo críticas pesadas. Isso é sinal que aqueles companheiros estão com uma insatisfação muito grande. E as pesquisas tem mostrado isso de forma muito clara”, criticou.

Sobre como fazer para acondicionar tantas vontades e nomes pesados nas composições para a eleição, ele usou o habitual clichê diálogo-conversa-debate-apoio-opções para a população e, mesmo com a visão de um Taques já capengando, faz questão de afirmar que não subestima adversário e analisa, inclusive, a possibilidade real de haver nova disputa no dia 28 de outubro.

“Como para governador temos possibilidade de ter dois turnos, é perfeitamente possível que vários partidos, várias coligações lancem seus candidatos e depois, no segundo turno, isso se concretizando, estarei somando com um projeto mais de acordo com esse diálogo feito no primeiro turno”.

Para evitar parecer que a candidatura dele seria mais pra esvaziamento de outros nomes do que para vitória propriamente dita, ele rapidamente aumentou a força de suas articulações ao dizer que a coligação do PR está em conversa adiantada com o DEM, PTB e o PSD. “Tivemos uma reunião onde estava presente o PTB, Osvaldo Sobrinho, o Niaun, vice-prefeito, e o doutor Galindo. Jayme, Júlio e Neurilan (PSD) também estavam presentes nessa discussão”.

Nas palavras dele, o DEM é um partido com quem o PR pode e tem “total interesse de conversar assim como PSD e outros partidos que podem estar na oposição ao atual governador”, tudo para, sempre segundo ele, escolher dentro desses partidos a chapa mais harmônica e que represente confiabilidade para a população.

Wellington também falou em “eleição mais surpreendente do Brasil” e que sempre teve posição definida quanto a Pedro Taques, que sempre apoiou o governo de Mato Grosso, mas nunca participando efetivamente do governo, pois desde sempre percebeu uma posição de isolamento do tucano.

Ele encerra dizendo não estar construindo só uma candidatura a governador e uma coligação, a mais ampla possível, para apresentar um projeto confiável aos mato-grossenses. “Porque a situação que está hoje, mesmo com o Estado aumentando a arrecadação, tem todos os setores administrativos muito mal avaliados pela população”.