Tráfego de caminhões de Mato Grosso é interrompido em trecho com atoleiros na BR-163 no Pará

O excesso de chuvas dos últimos dias tem causado atoleiros em um trecho sem asfalto de pelo menos 50 quilômetros da rodovia federal, nas proximidades da comunidade Riozinho, localizada a cerca de 22 quilômetros de Morais Almeida, no Pará (695 quilômetros de Sinop). Com isso, o tráfego de carretas que saem Mato Grosso levando grãos até o porto de Miritituba precisou ser parcialmente interrompido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Exército (que faz manutenção no trecho).
Ontem, um inspetor da PRF se reuniu com os condutores em um posto de combustíveis e apontou que foram liberadas pelo menos 20 carretas. Algumas não conseguiram passar pelo local e foram auxiliadas por máquinas do Exército. Por isso, houve a interdição parcial para a situação não piorar.
O asfaltamento em alguns trechos na região está sendo feito pelos militares, mas precisou ser suspenso devido ao período chuvoso. Da divisa de Mato Grosso até Santarém restariam cerca de 180 km para serem pavimentados.
Um motorista informou, ao Só Notícias, que a principal dificuldade é quando chega no trecho sem asfalto. A rodovia se torna uma armadilha com muitos atoleiros. A região tem serra e os caminhões deslizam, não conseguem subir e precisam ser puxados.
Em fevereiro do ano passado, um grande atoleiro se formou no trecho da rodovia entre os municípios de Trairão e Novo Progresso e prejudicou o transporte de grãos entre o Mato Grosso e o porto de Miritituba. Os caminhoneiros ficaram parados na estrada por pelo menos 10 dias formando congestionamento que chegou a 50 quilômetros.