Candidata ao Senado apresentou em live no Facebook cruzamento de dados que ligam o ex-secretário Permínio Pinto a Leitão durante chefe do Gabinete da Minoria na Câmara Federal.

A candidata ao Senado Selma Arruda (PSL) disse que decidiu romper com a coligação Segue em Frente Mato Grosso por identificar vestígio que implicariam a deputado federal Nilson Leitão (PSDB) no esquema de fraudes na Seduc (Secretaria de Educação) durante a gestão de Permínio Pinto. Permínio foi secretário direto de Leitão no período de 12 meses entre 2013 e 2014, quando ocupou a liderança da minoria na Câmara Federal.

“O Permínio foi nomeado, no Gabinete da Minoria, para o cargo de assessor técnico 8/05/2013 até 11/02/2014. Isso comprava que Permínio foi assessor direto do deputado Nilson Leitão. Quero dizer com isso que Permínio Pinto, como assessor direto de Nilson Leitão, foi levado à Secretaria de Educação com a missão de colher para si e para seu chefe dinheiro de propina para pagamento de conta atrasada de caixa 2 ou conta de campanha de Leitão”.

Selma apresentou cópias de documentos oficiais em live pelo Facebook realizado nesta segunda-feira (3). Leitão foi chefe do Gabinete da Minoria na Câmara Federal entre 4 de fevereiro de 2013 e fevereiro de 2014. E nomeação de Permínio para o cargo comissionado (nomeação de indicados) três meses após ele assumir a chefia, conforme documentos disponíveis no site da Câmara Federal. 

Já a nomeação de Permínio para a Seduc ocorreu no dia 2 de janeiro de 2015 no segundo dia de governo de Pedro Taques (PSDB). Ele permaneceu no cargo até 3 de maio de 2016, um dia antes da deflagração da Operação Rêmora que investiga fraude em contratos para construção e reforma de escolas, cujo valor desviado é estimado em R$ 56 milhões.

O esquema teve participação do empresário Alan Malouf, que também citou Pedro Taques em depoimento na investigação da Rêmora. Ambos confessaram crimes em delação premiada homologada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em agosto.

Selma anunciou desligamento da coligação Segue em Frente Mato Grosso na sexta-feira (31) após conflito com Leitão por tempo igual no horário eleitoral gratuito. Leitão negou-se a dividir o tempo destinado aos candidatos ao Senado em partes iguais.