Luiz Antônio de Souza Teixeira destaca quem se vacinou no ano passado já está imunizado para a vida toda.

Brasil segue a orientação da Organização Mundial de Saúde (OMS) de que a vacina contra a febre amarela é uma dose única que vale para a vida inteira. Embora atualmente vários estados estejam aplicando a vacina fracionada – que precisa ser aplicada em duas doses – o secretário de Saúde do Rio de Janeiro Luiz Antônio de Souza Teixeira afirmou que a vacina aplicada no estado é integral. Ou seja, em dose única.

O secretário destacou que quem se vacinou no ano passado não precisa se vacinar outra vez. E que não há necessidade de correr e enfrentar filas nos postos de saúde, porque há vacinas para toda a população.

A Secretaria Estadual de Saúde vai promover no dia 27 de janeiro, um sábado, um dia D de vacinação contra a febre amarela, em todo o estado, não só nos postos de saúde, mas nos quartéis do Corpo de Bombeiros. A dose aplicada no evento também será a integral.

“Essa pessoa, que quer tomar vacina novamente, está sendo exposta mais uma vez ao vírus da febre amarela e passa a ter as chances de desenvolver a doença, ao receber novamente uma carga viral. Então, é importante que as pessoas tenham consciência de que, se já foram imunizadas, não precisam se vacinar de novo”, disse Teixeira

O secretário explicou ainda que, de acordo com a programação do Ministério da Saúde, somente a partir de 19 de fevereiro o Rio de Janeiro vai passar a aplicar a dose fracionada.

O secretário diz que o morador da cidade do Rio não precisa correr e enfrentar filas para se vacinar. Mas que é importante estar imunizado. Principalmente, quem mora ao redor do Maciço da Tijuca, onde está a Floresta da Tijuca, ou próximo às áreas de mata. Teixeira diz que quem mora no Centro da cidade, onde não há mata, não tem urgência, mas toda a população deve se vacinar.

“Algumas pessoas tomam a vacina e acham que no dia seguinte podem ir para matas, cachoeiras, trilhas. Elas estão correndo riscos. A vacina precisa de dez dias para a imunização. Por isso, a gente está pedindo para as pessoas não frequentarem esses locais, porque se trata de uma febre amarela silvestre. É fundamental que a pessoas saibam que neste momento, ao tomar a vacina, precisam de dez dias para estarem imunizados”, destacou o secretário.

No estado, segundo o secretário, cabe aos municípios decidir em que postos de saúde vai ter a vacina. Teixeira explicou que cada vidro da vacina tem dez doses e que devem ser aplicadas num período máximo de até seis horas. Por isso, a vacinação é centralizada em determinados postos para poder aproveitar melhor a vacina, sem desperdício.

Ele lembra que a recomendação é para que as pessoas com mais de 60 anos confirmem com seus médicos se têm condições físicas ou algum impedimento para tomar a vacina. Para este público a dose somente é aplicada mediante atestado de que está apto a ser vacinado. O mesmo deve se verificar a quem tem doenças autoimunes, como lúpus ou estejam fazendo tratamento quimioterápico, por exemplo, para saber se podem ou não se vacinar.

“E como o idoso tem uma imunidade mais baixa, é preciso um cuidado especial também com ele. Obviamente, que em cidades como Valença, onde estamos vendo a circulação do vírus a gente muda essa recomendação para ampliar a vacinação para os idosos para não ter casos da doença. As prefeituras, como a de Valença, estão fazendo uma busca ativa. Ou seja, sete carros com equipes, indo a todas as propriedades rurais buscando as pessoas para a vacinação.

O secretário destacou que o macaco não transmite a doença. Na verdade, ele ajuda a avisar com a própria vida que o vírus está circulando. Então, é ainda mais importante ajudar a preservar a vida dos macacos. Eles não devem ser mortos. Ao contrário, as pessoas devem notificar imediatamente a Vigilância Sanitária se encontrarem animais doentes ou mortos para que seja identificada a circulação viral da doença.