Os operários que trabalham em uma obra no prédio do Ministério do Trabalho, em Cuiabá, foram flagradas atuando sem o cinto de proteção em uma altura considerável, na manhã desta quarta-feira (25). As imagens foram feitas pelo repórter fotográfico do Olhar Direto, Rogério Florentino. Assim que soube da situação, a Superintendência Regional do Trabalho (SRT/MT) mandou que os serviços fossem paralisados até a adequação.
 
A situação foi flagrada na manhã desta quarta-feira. Apesar de estarem com os capacetes de proteção, os operários não utilizavam o cinto, o que seria obrigatório, já que estavam trabalhando em uma altura considerável no prédio. A situação foi vista como muito grave pelo superintendente regional do Trabalho, Amarildo Borges de Oliveira.
 
“Primeiro, nós queremos agradecer por vocês nos terem trazido esta informação. A situação era grave. De imediato eu encaminhei para o pessoal da fiscalização que foi até lá e paralisou as atividades até que tudo fosse adequado. Esta não é a primeira interdição que acontece nesta obra, infelizmente”, comentou o superintendente.
 
Amarildo ainda acrescentou que “esta foi uma situação que fugiu do nosso controle permanente. Vale lembrar que essa empresa foi a vencedora da licitação e faz o trabalho aqui no prédio do Ministério do Trabalho. Porém, isso não a exclui de ser fiscalizada. Já aconteceu outras vezes e temos trabalhado par sanar todos os problemas. Não existe subordinação da equipe de fiscalização. Se houver irregularidade, a empresa será autuada e a atividade cessada, foi o que ocorreu agora”.
 
Por fim, o superintendente acrescenta que existem vários canais para denúncias deste tipo. As pessoas que encontrarem irregularidades podem encaminhar as informações através do site do Ministério do Trabalho, pessoalmente na sede do órgão ou pelo telefone: (65) 3616-4800.
 
Somente no ano passado, 134 pessoas morreram vítimas de acidente de trabalho no Estado. As atividades econômicas com maior envolvimento em acidentes de trabalho no estado são o abate de animais (10.363), cultivo de soja (4.327), atividades de atendimento hospitalar (3.877) e criação de bovinos (2.032).
 
Dados obtidos entre 2012 e 2017 apontam que 690 trabalhadores morreram em acidentes de trabalho.  No total, mais de 66 mil acidentes foram registrados, o que dá uma média de um a cada 52 minutos e 11 segundos.
 
Dados extraídos do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho revelaram que Mato Grosso ocupa hoje a 11ª posição do ranking de acidentes do trabalho. As lesões mais frequentes são fraturas, lacerações, contusões, esmagamentos e torções.

A empresa TMF Engenharia, responsável pela obra, entrou em contato com a reportagem após a publicação desta matéria e explicou que possuí Equipamentos de Proteção Individual, que se encontram na obra. A empresa lamentou o acontecido e alega que já tomou as providências para que o problema não volte a acontecer.

 

Confira abaixo a íntegra da nota da TMF

A empresa TMF ENGENHARIA E SERVIÇOS EIRELI, vem através deste, dar uma resposta aos fatos, onde desde já, informamos que repudiamos o acontecido.

Informamos que todos nos nossos funcionários, se encontram devidamente registrados, e com treinamento e certificação NR35 ( para trabalhos em alturas), informamos também que todos os EPI”s – Equipamentos de Proteção Individual, se encontram na obra, inclusive os cintos de segurança.

Informamos que em momento algum, pedimos aos funcionários executassem qualquer serviço da maneira em que foi vista.

Cabe informar que estamos executando serviços para o Ministério do Trabalho há mais de um ano, onde somos fiscalizados rotineiramente.

Lamentamos o acontecido, e tomaremos as devidas providencias para que o fato não se repita.