Dados são da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e levam em conta ocorrências registradas em 2017. Os conflitos envolvem hidrelétricas, açudes e colônias de pescadores.

Em Mato Grosso, mais de 2 mil famílias foram afetadas por conflito por água em 2017, segundo a Comissão Pastoral da Terra (CPT) que consta em um levantamento divulgado pela instituição na terça-feira (5). A situação foi registrada em 12 municípios do estado.

Os conflitos, de acordo com o levantamento da instituição, envolvem hidrelétricas, açudes e colônias de pescadores. Ao todo, 2.435 famílias foram afetadas pelos conflitos.

No ano passado, foram registrado conflitos em: Chapada dos Guimarães, Cláudia, Colíder, Itaúba, Nova Canaã do Norte, Guarantã do Norte, Matupá, Paranaíta, Peixoto de Avezedo, Sinop, Tapurah, Tabaporã e o Parque Indígena do Xingu.

As ocorrências foram registradas entre maio e dezembro do ano passado.

Os problemas constatados nos locais variam entre ameaças de expropiação, destruição/poluição, descontrução histórico-cultural e o não cumprimento de procedimentos legais.

O maior número de famílias relacionadas a um desses conflitos foi registrado em Paranaíta, a 849 km de Cuiabá. No município, 1.230 mil famílias foram afetadas.