No acumulado do ano, a alta foi de 0,92% – nos últimos 12 meses, o IPCA registra um aumento de 2,76%.

A inflação oficial – o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – subiu 0,22% em abril, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta foi pressionada pelo aumento dos preços de produtos farmacêuticos e planos de saúde.

O resultado mostra que o indicador ficou 0,13 ponto porcentual maior que o registrado em março (0,09%). No acumulado do ano, a alta foi de 0,92%, o menor nível para um mês de abril desde a implantação do Plano Real, em 1994. Nos últimos 12 meses, o IPCA acumula alta de 2,76%.

O gerente do IPCA do IBGE, Fernando Gonçalves, disse que a aceleração de abril se deve principalmente ao grupo saúde e cuidados pessoais, com destaque para remédios (1,52%) e plano de saúde (1,06%). A alta dos medicamentos reflete o reajuste anual que passou a valer a partir de 31 de março, variando entre 2,09% e 2,84%, conforme o tipo de medicamento. “Dos 0,22% de abril, 0,11 ponto porcentual veio do grupo saúde e cuidados pessoais”, explicou Fernando.

Em abril, também pesou o aumento de 0,17% no grupo habitação, influenciado pela energia elétrica (0,99%) devido aos reajustes nas tarifas em cinco das 13 regiões pesquisadas. No Rio de Janeiro, esses reajustes referem-se às duas concessionárias e, em Porto Alegre, a apenas uma das concessionárias que operam naquela região metropolitana.

Os alimentos registraram alta de 0,09%, sendo que os consumidos no domicílio aceleraram de queda de 0,18% em março para aumento de 0,27% em abril. Pesaram para o custo da alimentação no domicílio os aumentos da cebola (19,55%), hortaliças (6,46%), leite longa vida (4,94%) e frutas (2,95%).

No grupo dos transportes, as altas do conserto de automóvel (1,31%) e da gasolina (0,26%) compensaram as quedas do etanol (-2,73%) e das passagens aéreas (-2,67%), levando o grupo a apresentar, na média, estabilidade nos preços de março para abril.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, apenas comunicação apresentou deflação em abril, com variação de -0,07%. Esse resultado foi motivado pelos aparelhos telefônicos que ficaram, 2,04% mais baratos de março para abril. Por outro lado, houve aumento de 1,54% no item correio, em decorrência da cobrança adicional de 3 reais nas entregas realizadas no Rio de Janeiro (1,85%), que passou a vigorar no dia 11 de abril.