Ester do Nascimento Galli é denunciada pelo MPE por subtrair cheques em um empresa que trabalhava como assistente administrativa.

A filha do deputado federal Victório Galli (PSL), Ester do Nasicmento Galli e mais oito pessoa viraram réus por furto  qualificado e estelionato. A juíza Silvana Ferrer Arruda aceitou a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE). A denúncia foi recebida em março deste ano.

Segundo a denúncia do Ministério Público Eleitoral (MPE), Ester e Eliani de subtrair 617 blocos de cheques no valor de R$ 220 mil. Os recursos foram desviados da empresa Atame, que atua na área educacional. As duas eram funcionárias da empresa em questão.

Ester era subordinanda a Eliani. A filha do parlamentar federal trabalhava no setor financeiro. Ela era responsável por administrar os cheques de pagamentos que os alunos da Atame como forma de pagamento pelos cursos em que se matriculavam.

De acordo com o MPE, as duas teriam adulterado os cheques emtidos pelos alunos e inseridos o nome de Ester na ordem de pagamento. Quando eram descontados, Eliani ordenava os depósitos em contas correntes da mãe e da própria Ester.

“Inclusive, descobriu-se que a acusada Eliani cobrava os alunos da empresa-ofendida, quando os cheques por elas substraídos eram devolvidos sem compensação por falta de fundos”, apontou.

As práticas teriam ocorrido entre 06 de novembro de 2008 e 13 de outubro de 2009.

Em setembro de 2009, Ester foi dispensada sem justa causa da empresa Atame. Ela teria realizado lançamento indevido do nome de um ex-aluno no Serasa.

Em interrogatório junto a polícia, que foi realizado em janeiro de 2010, ela negou o crime de furto qualificado. Ester “apresentou a ilusória versão de que os cheques depositados na sua conta corrente eram pertinentes ao pagamento da rescisão de seu contrato de trabalho”.

Em outro depoimento realizado em março daquele mesmo ano, ela ficou em silêncio ante as perguntas do delegado.

O MPE apresentou que os pagamentos dos encargos trabalhistas foram feitos por transferência bancária. Eliani não chegou a ser ouvida.

Dois meses depois de demitida, ela foi denunciada por outro crime – o de furto. Ela e mais oito pessoas teriam subtraído diversos objetos da referida empresa, como nove monitores LCD, dois aparelhos datashow, documentos de veículos, notas fiscais e contratos, além de mais cheques.

Além de Ester e Eliani, foram denunciados Suely Gonçalves da Silva, Vanildo Nogueira, Julio Campos da Silva, Jean Carlos Ribeiro Barcelos Ferreira, Marcio Sales de Freitas, Augusto Cesar Ribeiro Macaúbas e Zaqueu Vieira da Rocha .

Em nota divulgada a imprensa, Ester negou as acusações e classificou como a suspeita pelos crimes como “absurda e covarde”.

“Trabalhei há mais de 10 anos, durante 8 meses, numa determinada empresa na cidade de Cuiabá, exerci minha função com zelo e honestidade. A época, ocorreu um sinistro naquela empresa e todos os 10 funcionários, naquela ocasião, foram chamados em um processo e considerados suspeitos, embora eu considere  a suspeita absurda e covarde”, diz parte da nota divulgada pelo portal Mídia News.