Matemático Tristão Garcia destaca maior probabilidade de reedição do duelo que ficou marcado pelo 7 a 1 já nas oitavas; possibilidades de definições dos grupos envolvem até fair play.

Brasil, líder do Grupo E após vencer a Costa Rica. Alemanha, vice-líder do Grupo F graças ao gol de Kroos contra a Suécia, no último minuto. Posições que, até o momento, colocam as duas seleções em rota de colisão logo nas oitavas de final da Copa.

Porém, faltando uma rodada para o fim da fase inicial, só há uma certeza para os dois países: nada está definido. Mas quais são as chances do duelo que ficou marcado pelo 7 a 1, no Mundial de 2014, acontecer logo na próxima fase? O GloboEsporte.com te responde!

LÁ VÊM ELES DE NOVO?

O Brasil encerra a fase de grupos contra a Sérvia, na quarta-feira, às 15h (horário de Brasília) e já vai saber quais são os possíveis adversários das oitavas. Afinal, às 11h, a Alemanha decide sua vida contra a Coreia do Sul. Para que o encontro aconteça, é preciso que uma seja líder e a outra vice de sua chave.

As combinações são muitas, mas, de acordo com o matemático Tristão Garcia, os alemães aparecem com maior probabilidade de encarar a Seleção de Tite.

  • ALEMANHA: 44%
  • MÉXICO: 22%
  • SUÉCIA: 15%
  • COREIA DO SUL: 5%

O cenário mais crítico, que aparece com 14% entre as probabilidades, é do Brasil sequer avançar para o mata-mata do Mundial.

Brasileiros pedem apenas uma coisa para a Seleção (Foto: Ag Estado)

Brasileiros pedem apenas uma coisa para a Seleção (Foto: Ag Estado)

Veja abaixo o que precisa acontecer para que Brasil e Alemanha se enfrentem nas oitavas de final. Os critérios de desempate, nesta ordem: saldo de gols, gols marcados, confronto direto, fair play e sorteio.

BRASIL NAS OITAVAS

Brasil terminando como primeiro do grupo

  • Em caso de vitória contra a Sérvia, o Brasil fica em primeiro no Grupo E se a Suíça não vencer a Costa Rica, ou ainda se os suíços vencerem pela mesma margem de gols do Brasil (Brasil 1×0 Sérvia e Suíça 1×0 Costa Rica, por exemplo).
  • Em caso de empate, o Brasil precisa torcer para que a Suíça não vença a Costa Rica.

Brasil terminando como segundo do grupo

  • Caso o Brasil vença a Sérvia, a Suíça pode ultrapassar o Brasil se bater a Costa Rica por uma diferença maior (Brasil 1×0 Sérvia e Suíça 2×0 Costa Rica, por exemplo).
  • Em caso de empate, qualquer vitória da Suíça deixa o Brasil em segundo.
  • Se o Brasil perder para a Sérvia, precisa que a Suíça seja derrotada por diferença maior ou igual de gols. Se os suíços perderem por um gol a menos de vantagem, a decisão vai para os cartões e pode até chegar ao sorteio.
Neymar e Coutinho são duas das principais peça da Seleção de Tite (Foto: Reuters)

Neymar e Coutinho são duas das principais peça da Seleção de Tite (Foto: Reuters)

Em uma decisão nos cartões, o Brasil levaria, ao menos por enquanto, vantagem em relação aos suíços. A Fifa atribui um critério para cada cartão levado – uma espécie de “ranqueamento de fair play”. Tomar um cartão amarelo, por exemplo, tira um ponto nesse ranking. A equipe que tiver menos deduções nessa contagem fica a frente das outras nesse critério de desempate. Veja as pontuações abaixo:

Ação Perda no ranking
Cartão amarelo -1
Vermelho após dois amarelos -3
Vermelho direto -4
Cartão amarelo e depois vermelho direto -5

Como Brasil e Suíça não tomaram cartões vermelhos, a Seleção ficaria à frente nesse critério de desempate por ter recebido um cartão amarelo a menos (4 a 3). Porém, esses números podem e devem mudar na última rodada.

ALEMANHA NAS OITAVAS

A situação do grupo da Alemanha é ainda mais complexa que a do grupo do Brasil. México e Suécia também chegam a última rodada com chances de classificação. Cada gol marcado nas duas partidas deve fazer diferença no posicionamento final das seleções. Confira:

Alemanha terminando como primeira do grupo

A única chance alemã de terminar na liderança é vencer a Coreia e torcer por uma vitória da Suécia contra o México. Além disso, a margem de gols da Alemanha precisa ser maior que a da Suécia (Alemanha 2×0 Coreia e Suécia 1×0 México, por exemplo).

Alemanha terminando em segundo no grupo

  • Se a Alemanha vencer e a Suécia não bater o México, os alemães ficam na segunda colocação.
  • Caso Alemanha e Suécia vençam, a Alemanha tem duas possibilidades de ficar em segundo. A primeira é garantida, caso a Suécia consiga uma margem maior que a alemã.
  • Porém, se as duas seleções vencerem seus jogos pela mesma margem de gols, a decisão vai para o confronto direto entre México, Suécia e Coreia do Sul, visto que as três terminariam com o mesmo saldo de gols e gols pró.
 
 
Joachim Löw e Toni Kroos são remanescentes do 7 a 1  (Foto: Reuters/Michael Dalder)

Joachim Löw e Toni Kroos são remanescentes do 7 a 1 (Foto: Reuters/Michael Dalder)

Nesse último caso, seriam contabilizadas as partidas das três seleções entre si, sem levar em conta os jogos contra a Coreia do Sul – como se tivesse sido criado um novo grupo com três seleções. O problema é que, ainda assim, as equipes podem empatar em todos os critérios. Desta forma, mais uma vez os cartões voltariam a dar as caras.

Caso a decisão chegue a esse extremo, a Alemanha pode ter problemas para se classificar. Tudo por causa da expulsão de Boateng contra a Suécia, que deixa a equipe alemã atrás de México e Suécia nesse critério.

Fato é que, caso as duas seleções passem de fase e se enfrentem nas oitavas de final, essa será apenas a quarta partida entre ambas. Até aqui, foram duas vitórias do Brasil: em 1974, 1 a 0 contra a Alemanha Oriental. Em 2002, vitória por 2 a 0 e o poentacampeonato nas mãos. O 7 a 1, em 2014, foi o último confronto.