Mesmo sem patrocínio, jovens do Projeto Krav Thai Kick Formando Cidadão impressionam pelo desempenho nas competições de Tocantins e São Paulo.

Doze atletas do Projeto Krav Thai Kick Formando Cidadão, criado pelo Polícia Militar de Sinop, em parceria com a Academia Anjos do Muay Thai, conquistaram mais de 40 medalhas, entre elas de ouro, prata e bronze e dois cinturões no Campeonato Brasileiro de Artes Marciais, realizado em Palmas (TO) no dia 25 deste mês, e no Panamericano, em Santa Izabel (SP), dia 26. Do grupo, apenas dois atletas disputaram o Brasileiro valendo uma vaga nas Olimpíadas do Japão em outubro.

No Panamericano, que reuniu equipe de diversos países como Angola, Argentina, Equador, Chile e de 17 estados brasileiros em diferentes modalidades, a equipe Anjos do Muay Thai e Kickboxing se destacou conquistando o troféu de melhor equipe da competição e um total de trinta e oito medalhas. E a garantia de um cinturão em lowkick, conquistado pelo instrutor Genivaldo Silva, popular Gibi.

No Brasileiro, a competição reuniu cerca de 400 atletas de praticamente todos os estados brasileiros. E o professor Gibi, garantiu medalhas no Boxe e Kickliht, e ainda assegurou o cinturão brasileiro de lowkick. Já a atleta Luana ficou com a medalha de prata e ouro no Kicklight. Eles foram os únicos do Projeto a participarem do Campeonato Brasileiro de Artes Marciais.

Esta não é a primeira vez que eles se destacam em nível nacional e internacional, com a conquista de medalhes e troféus. Em reconhecimento pelo trabalho realizado à frente do projeto, o coronel Valter Luiz Razera, o tenente coronel  Mariowillian Ribeiro Fuginaka e o sub tenente Francisco Aparecido de Souza Araújo receberam medalhas de honra da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.

O Projeto Krav Thai Kick Formando Cidadão beneficia  mais de 300 crianças e adolescentes com idades entre 11 e 17 anos de escolas públicas de Sinop e Cláudia, desde abril de 2017. Além do professor Gibi como instrutor, os alunos graduados também ministram aos demais alunos do projeto as modalidades de Kickboxer, Krav Magá, Boxe Muay Thai, aulas de artes marciais, cidadania e civismo.

Ainda sem patrocínio

“Com o resultado alcançado, esperamos que as portas se abram para o projeto e que conquistemos também patrocinadores para nos ajudar a custear as despesas de passagens e hospedagens”, disse Mariowillian. O Panamericano, segundo ele, abre oportunidades para outros mundiais. Prova disso são os eventos que acontecerão em Madri (Espanha) e Roma (Itália) ainda este ano e que terão como representante o professor Gibi.

E tem reflexo na equipe, os alunos voltaram empolgados. “Vão servir de espelho para os demais que participam do projeto e os que entrarem”, revelou Mariowillian que participou pela primeira vez de um Panamericano e conquistou medalhas.

“Foi uma experiência inexplicável, graças ao professor Gibi, que insistiu muito para que eu participasse. Diante de tantas experiências que já tive na vida, inclusive de enfrentar tiros, desta vez o frio na barriga foi diferente. O nervosismo ainda foi maior porque a minha luta foi a última da delegação, todo mundo já tinha ganhado. Mas deu tudo certo”, pontuou o militar.