Fogo já consumiu mil hectares em uma semana na maior reserva privada natural do Brasil que é a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Sesc Pantanal. Além da vegetação queimada, a preocupação é com os animais que habitam a área como sucuris, filhotes de tamanduás bandeira e mirins, pacas, cutias e aves como a arara azul em risco de extinção. Veja vídeo no final da matéria.

A bióloga do Sesc Pantanal, Cristina Cuiabália, gerente de pesquisa e meio ambiente, lamenta o prejuízo natural e ressalta a importância internacional do Pantanal. “A gente está aqui o ano inteiro acompanhando 65 projetos de pesquisa. Cuidando e zelando pela reserva. Isso exige muito amor e esforço. É triste ver tudo queimado”, lamenta.

Não tem como estimar o número de animais mortos. São mais atingidos pelo fogo os mais lentos como o tamanduá e a cobra sucuri.

Ele é um dos 21 guarda-parques que estão somando à equipe de 25 brigadistas. Todos estão em campo apoiados por 13 militares do Batalhão de Emergências Ambiental (Bea). Eles estão contando com o avião lança água do Corpo de Bombeiros.O guarda-parque Manoel Domingos da Costa, 50, o “Manoelzinho”, que trabalha há 19 anos na reserva e é profundo conhecedor da área, lembra todo ano o Pantanal queima e geralmente o fogo é provocado por caçadores de isca que acendem fogueira em acampamento, agricultores que fazem queimada de roça, pecuaristas que ateiam fogo no pasto e coletores de mel que usam as chamas para repelir abelhas.

Não há previsão de controle das chamas que em alguns pontos chega a 3 metros de altura.