O secretário de Justiça e Direitos Humanos do Estado, Fausto Freitas, afirmou que em 2018 duas novas unidades prisionais devem ser inauguradas em Mato Grosso, uma com capacidade para 1008 vagas e outra com capacidade para 256. Ele também disse que já existem projetos para construção de dois novos presídios no Estado e para a ampliação da penitenciária de Sinop.
 
Freistas afirmou que em 2018 devem ser inauguradas as unidades prisionais em Várzea Grande, com 1008 vagas, e Peixoto de Azevedo, com 256 vagas. De acordo com o secretário, dos recursos do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) para Mato Grosso, no total de R$ 44 milhões, aproximadamente R$ 30 milhões devem ser utilizados para a construção de dois novos presídios.

“Nós temos projetos já, que estão aguardando aprovação no Depen [Departamento Penitenciário Nacional]. Então já temos os projetos elaborados, estão em fase de aprovação no Depen, para a construção de mais duas novas unidades, e uma ampliação que reflete o aumento no número de vagas”, disse.

As novas unidades devem ser construídas nos municípios de Alta Floresta e Sapezal e a ampliação deve ocorrer no presídio Ferrugem, em Sinop. Para o aumento da segurança nas unidades, o secretário disse que o equipamento para bloquear sinal de celular em presídios já foi adquirido.

“O contrato já foi assinado, nós estamos aguardando a entrega do equipamento para colocar ele em funcionamento. Ele é um equipamento móvel, pode ser utilizado dentro de um planejamento feito pela equipe de inteligência. Como será feita a escolha é uma informação que preferimos compartimentar por questão do sucesso da própria atividade, que a inteligência vai fazer, para nós é mais interessante manter o sigilo”, disse.

Sobre como será feita a escolha do presídio onde o equipamento irá funcionar, e quais serão as ações do Estado para combater a aplicação de golpes e a prática de crimes de dentro das penitenciárias, o secretário afirmou que será de responsabilidade da inteligência.

“O combate será feito dentro de um planejamento feito pela equipe de inteligência. A gente vai identificar onde são as principais, porque ele resolve o problema momentaneamente, depois precisa voltar quantas vezes for necessário, mas para a gente conseguir ter sucesso o aparelho não precisa ficar instalado dentro da unidade, a gente vai lá, faz a ação e depois pode tirar o equipamento para fazer ação em outro lugar, de modo que a equipe de inteligência vai identificando as unidades mais vulneráveis, onde ocorre mais uso de aparelho de celular”.