O desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) Pedro Sakamoto indeferiu o pedido de Habeas Corpus de Deise Ribeiro de Oliveira, suspeita de assassinar com diversos disparos de arma de fogo na cabeça e tórax seu marido, o policial militar Moshe Dayan Simão Kaveski, junto com outro homem, que também está preso. O crime ocorreu no dia 4 de dezembro, no distrito de União do Norte, em Peixoto do Azevedo. A decisão foi proferida no último dia 14.

Para Sakamoto, há elementos suficientes para manutenção da prisão da suspeita. “Com efeito, analisando perfunctoriamente os autos, não verifico, em sede de cognição sumária, a existência de elementos suficientes que evidenciem a ilegalidade na manutenção do édito prisional impingido, porque, aparentemente, o juízo a quo fundamentou a necessidade da medida para garantia da ordem pública e aplicação da lei penal (CPP, art. 312), até porque segundo consta no caderno processual a paciente, supostamente, teria efetuado diversos disparos de arma de fogo contra a vítima, que atingiu-a na região da cabeça e tórax, que veio a óbito no local”.
 
Assim, decide. “Ante o exposto, e por não visualizar manifesta ilegalidade no decreto constritivo, indefiro a liminar vindicada, devendo a irresignação defensiva ser objeto de deliberação após a tramitação regular do habeas corpus”.
 
O soldado da Polícia Militar Moshe Dayan Simão Kaveski foi executado na noite do último dia 04/12, no distrito de União do Norte, em Peixoto do Azevedo. Segundo as informações da polícia, ele estava chegando em casa, quando o criminoso o abordou e disparou diversas vezes. Ele estava com a esposa, que presenciou toda a cena.
 
Segundo as informações preliminares, o soldado estava retornando para sua casa quando, por volta das 19h30, foi abordado no momento em que entrava na residência. O criminoso chegou e realizou diversos disparos de arma de fogo. Os tiros atingiram a cabeça e o tórax da vítima, que não resistiu aos ferimentos e veio a óbito ainda no local.