O jornalista e pré-candidato ao governo do Estado, José Marcondes Muvuca (PHS), propôs, nesta segunda-feira (02) uma trégua ao senador Pedro Taques (PDT), que possui nove processos judiciais contra si. Em sua proposta, Muvuca garante se retratar por artigo que deu origem aos processos, desde que o pedetista autorize o Banco Central a quebrar o sigilo bancário de sua esposa, Samira Pereira Martins, e de sua mãe, Eda Gonçalves Taques.

De acordo com Muvuca, tudo o que disse já foi esclarecido na prestação de contas do próprio senador, que revela o financiamento de sua campanha por empresários como Aldo Locatelli e Fernando Mendonça, ambos do ramo de combustíveis. Mas a “enxurrada“ de processos estaria desaguando somente agora, em véspera de eleições, impedindo o jornalista de fazer sua campanha livremente, já que toda semana tem uma audiência com pessoas do grupo de Taques que, segundo ele, estão se revezando na tática da “mordaça“.

A proposta do jornalista seria feita na manhã de hoje (02/05), quando ele e o senador se encontrariam para a audiência conciliatória referente ao primeiro de uma série de artigos publicados nos veículos de comunicação. Porém, Pedro Taques não compareceu à audiência e solicitou o adiamento para o dia 14 de julho, como já aconteceu outras vezes. “Não havia motivos para ele pedir redesignação de data, uma vez que não existem atividades parlamentares às segundas-feiras, no Senado.”, diz Muvuca, que atribui sua ausência a uma “fuga“ do senador.

“Se ele é uma pessoa idônia, honesta e transparente, deveria dar exemplo e abrir as contas dos seus familiares, pois há uma suspeita de recebimentos ilícitos ou de origem duvidosa. Eu posso tornar pública as contas de toda a minha família, se necessário. Não devo e nem tenho nada a temer”, destacou Muvuca.

O pré-candidato defende, ainda, que a população mato-grossense tenha o direito de tomar conhecimento sobre estes dados para que as dúvidas e suspeitas sejam sanadas. “O senador precisa esclarecer ainda suas relações com o “Mendonçoduto“, tanto do Júnior quanto do Fernando e seus amigos, pivôs da Operação Ararath nas fases 4 e 5, sendo que esta última foi deflagrada pela Polícia Federal no último dia 20.