O PSD pode encabeçar a formação de uma terceira via nas eleições deste ano. Atrelado ao governo Silval Barbosa, onde o vice-governador é Chico Daltro, pré-candidato ao governo pelo partido, o PSD vem reclamando estar sendo colocado em um segundo plano e que PT e PMDB estão comando as conversações para fechar a chapa majoritária com os dois partidos encabeçando a lista.

 
Ainda nesta semana o deputado estadual José Geraldo Riva e o vice-governador Chico Daltro esperam conseguir uma reunião com bloco de aliança do governador Silval Barbosa para tentar fechar um acordo com Daltro sendo o candidato ao governo pelo grupo.
 
Como presidente do PSD, Chico Daltro já mandou um recado aos líderes da aliança avisando que não pretende se manter em um grupo onde apenas duas siglas – PMDB e PT -, ditam as regras do jogo. Ele ressaltou que o PSD tem condições até de sair com uma chapa pura, que vem crescendo muito no Estado, está com excelente musculatura e tem um grupo forte.
 
“Nós não queremos deixar a aliança, mas se continuarmos sendo tratado como um partido sem lideranças expressivos, vamos procurar um novo rumo”, ameaçou o vice-governador. Para Daltro se não houver esse entendimento, o melhor caminho para o PSD seria formar seu grupo e sair como um terceira via nas eleições.
 
Segundo lideranças do PSD, PMDB e PT estarão arquitetando um projeto eleitoral em que os principais espaços da chapa majoritária, os cargos de governador e de senador, seriam reservados para os indicados dos quadros peemedebistas e petistas. São contornos que deixariam o PSD em segundo plano, numa seara que passa a ser refutada por Daltro.
 
O PSD, partido fundado em 2011, possui em Mato Grosso “cartas na manga” para fazer valer seu peso eleitoral. Elegeu 39 prefeitos nas eleições de 2012, e mantém domínio sobre entidades como a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), e União das Câmaras Municipais do Estado (Ucmmat).