Recentemente, um tipo de droga tem se popularizado em festas em todo o Reino Unido e preocupado autoridades. No país, uma pessoa morreu no último final de semana do mês de junho e outras dez foram parar no hospital na cidade de Manchester, quatro delas em estado grave. A responsável foi uma drogada conhecida localmente como “champanhe rosado”, ou pink champagne, em inglês.

A Polícia de Manchester afirmou que a droga é uma versão da anfetamina e é considerada “particularmente forte”.

O champanhe rosado é, na verdade, uma variação do ecstasy. A droga é um tipo de anfetamina modificada, também conhecida como MDMA (metilenodioximetanfetamina). Em sua forma pura, o MDMA também é chamado de MD. A sigla também pode ser um apelido para outras variações de drogas consumidas em cristais – pelo fato de um dos seus nomes ser Methedrine –, então é preciso saber diferenciar do que se trata cada composto.

Enquanto o ecstasy é consumido na forma de comprimidos coloridos, as balas, o champanhe rosado vem na forma de cristais. A forma de consumo acaba tornando mais difícil a medição da dose consumida.

Segundo o último relatório do Escritório da ONU contra as Drogas e o Crime, pelo menos 20 milhões de pessoas consumiram alguma variedade de MDMA, só em 2016.

No Reino Unido, país com maior taxa de consumo de ecstasy na Europa, ao lado da República Tcheca, as autoridades abriram investigações sobre a popularização recente da droga, que pode estar relacionada aos seus efeitos potentes, que incluem horas de euforia, sensação de felicidade e extroversão.

Porém, segundo o psiquiatra Adam Winstock, fundador da organização Global Drug Survey, responsável por pesquisas relacionadas ao uso de drogas em todo o mundo, uma dose muito alta pode causar efeitos desagradáveis.

“Se você toma ecstasy demais, os componentes químicos liberados pelo cérebro podem fazer com que seu coração comece a bater rápido demais e acabar com a euforia e a energia. Você começa a se sentir ansioso, nervoso e agitado”, explicou em entrevista à BBC.

O uso de MDMA também é marcado por efeito colateral comum: a sede. Por mais que possa parecer estranho, algumas pessoas podem acabar morrendo por beber água demais, já que a droga também causa um desequilíbrio na liberação do hormônio antidiurético, impedindo a saída da urina.

Conhecida também como Michael Douglas, a substância também ganhou popularidade no Brasil nos últimos anos. Por aqui ela sofreu um efeito comum entre as drogas sintéticas. Chegou vinda da Europa e começou a ser utilizada por pessoas de classes mais altas, mas acaba atingindo públicos mais diversos e gera problemas.

Dentre as preocupações, estão os riscos de adulteração das drogas, o que afeta sua composição e cria problemas de saúde pública, ilegalidade e tráfico de drogas. No Brasil, é comum que laboratórios clandestinos produzam substâncias análogas aos compostos originais das drogas, o que pode torná-las muito mais tóxicas.

Um outro problema envolvendo o MD é a pequena quantidade de testes realizados em seres humanos, já que a droga é ilegal e relativamente recente em comparação com outros compostos, como o LSD, por exemplo. Nesse caso, a popularização gerou testes desde a década de 60, gerando dados mais precisos sobre seus efeitos.

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É importante destacar que não queremos estimular o uso da droga, mas sim promover o conhecimento sobre o compostos e seus efeitos. O que achou da recente onda de popularização da droga no Reino Unido e seus graves efeitos?