A presidente da República, Dilma Rousseff (PT) entra no mês das convenções partidárias enfrentando problemas para manter a unidade da base aliada em nove estados. Um deles é Mato Grosso, onde a pré-candidatura de Pedro Taques (PDT) atenta contra os interesses da coalizão liderada pelo PT, que governa o país há 12 anos.

Isso porque o senador é filiado à sigla trabalhista, aliada de primeira hora de Dilma nacionalmente, mas pode ter em seu palanque os dois principais adversários de Rousseff na disputa pela reeleição: o tucano Aécio Neves e o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos.

Taques lidera o grupo de oposição ao governo PMDB (Silval Barbosa) em Mato Grosso e além do PSDB e PSB, já conta com o apoio do PPS, DEM, PTB, PP, PV, PRP, SD, PRB, PSDC e PSC.

Enquanto a oposição encontra unidade no nome do ex-procurador da república, a situação ainda busca definir seu cabeça de chapa. Os pré-candidatos postos são o ex-vereador de Cuiabá Lúdio Cabral (PT), o ex-juiz federal Julier Sebastião da Silva (PMDB) e o vice-governador Chico Daltro (PSD).

Um levantamento feito pelo jornal O Globo revela que além de Mato Grosso, Dilma tem dificuldades em mais oito estados, onde os principais partidos da base aliada, como PMDB e PP, ameaçam compor palanques com adversários da petista. A situação se repete no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul, em Minas Gerais, na Bahia, em Mato Grosso do Sul, em Santa Catarina, em Tocantins e em Goiás.

“Problemas com a base aliada temos em praticamente todos os estados. A questão é que fechamos a aliança nacional com o PMDB, por exemplo, para se discutir o Brasil, mas, quando descemos para os estados, para o projeto estadual, há o choque de interesses; e a base fica fragmentada. Estamos trabalhando para aparar as arestas até as convenções. Se não der para resolver tudo, vamos acomodar situações durante a campanha”, disse ao Globo Florisvaldo Costa, secretário de Organização do PT, encarregado de fazer o mapa das alianças nos estados.

 
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